22 de jul. de 2011

Promessa que não cumpri


Lembro de quando era criança e dizia pra mim mesma que não seria uma adolescente rebelde. Que ia respeitar meus pais, que não ia matar aula, que não ia beber nem fazer tatuagem.
Que não ia voltar tarde, nem sair sem avisar. Que ia namorar só quando meus pais deixassem.
O fascinante é que eu dizia isso com tanta sinceridade, e acreditava mesmo que não seria assim, mas as coisas mudam não é, e só quando estamos vivendo o momento é que sabemos por que nos comportamos assim.
Nem as minhas verdades, nem as minhas promessas eu consigo cumprir.
Mas é porque eu nunca imaginei que se eu respeitasse meus pais deixaria de fazer várias coisas que eu gosto.
E porque eu nunca imaginei que ir pra escola seria algo tão tedioso e estressante a ponto de eu querer fugir.
E beber, nossa eu dizia que nunca na minha vida faria isso, mas como eu ia saber que só assim eu deixaria de lado as dores e problemas e sentiria prazer e felicidade pelo menos por um momento?
Tatuagem então! Eu achava feio e uma dor sem razão, mas hoje sei que não é isso, é uma forma de expressar quem você é.
E liberdade, tão distante liberdade. Pensei que seria feliz mesmo sem ela. Pensei bobagem...
Sair sem hora pra voltar e aproveitar a vida lá fora... Ver o céu que tem além da janela do quarto, sentir outros ares, ver gente diferente...
E o problema que a grande maioria dos adolescentes enfrenta: a descoberta do amor. Eu sei que esse não é um problema, mas tem suas conseqüências. E eu senti na pele tudo o que tem de obscuro por trás da coisa mais linda do mundo, e blábláblá... A falta de confiança foi o que sobrou depois que meus pais descobriram o porquê de tanto tempo no MSN, o porquê de chegar tarde depois da escola, o porquê de tanto mau-humor...
Enfim, sou o que prometi nunca ser.

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